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"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

10.Fev.07

fernando assis pacheco

Pedro Só

 

 

 

 

Passaram anos e anos

sobre esta roda da vida,

farinha que foi moída,

vai-se a ver, são desenganos

 

Atou-me a sorte este nó,

cobriu-me com estes panos.

Ao peso dos meus enganos

sai a farinha da mó.

 

Na palma da mão estendida

leio um caminho de pó

lembranças do homem só

São as andanças da vida

 

Foram dias, foram anos,

foi uma sorte moída,

vida que tenho vivida,

(vai-se a ver são desenganos)

 

Foram dias, foram anos,

for a sorte apodrecida.

Dentro da roda da vida

sinto roer os fusanos

 

Lembranças da minha vida

perdem-se em nuvens de pó.

Bem me chamam Pedro Só,

(nome de roda partida)

 

 

poema de fernando assis pacheco

música de Manuel Jorge Veloso, canta Manuel Freire

Filme Pedro Só, de Alfredo Tropa, 1970
retirado daqui.

09.Fev.07

"professor do ano"

Já tive oportunidade de deixar clara a minha posição quanto a esta idiotice do ministério criar o prémio para o melhor professor do ano.

Deixei até uma declaração de indisponibilidade para vir a ser candidatado. Pois bem, parece que já não corro esse risco. Hoje, ao chegar à minha escola, fui sabedor de que, em reunião de Assembleia de Agrupamento, por iniciativa da sua Presidente, foi candidatada, por unanimidade, nada mais nada menos, a Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento.

É espantoso como num agrupamento de uma eb2,3 , 3 eb1 e um ji , o melhor professor do ano seja exactamente alguém que não deu aulas.

Por este lógica, vamos ver muitos presidentes de outros agrupamentos a concorrerem entre si para ganharem o totomilhões de 25 mil euros.

Já agora, podiam também candidatar os directores regionais de educação ou, melhor ainda, os secretários de estado da educação.

Embora seja contra o prémio, proponho a candidatura suprema: a da própria ministra. Assim, o ministério faria um brilharete e ainda podia poupar uns euritos .

Não há pachorra para tanta subserviência anunciada.

08.Fev.07

uma vergonha

É uma vergonha que, segundo o Público de 7 de Fevereiro, 48 000 funcionários públicos não tenham direito a subsídio de desemprego caso fiquem sem trabalho. Esta situação abrange professores universitários, médicos, enfermeiros, pessoal administrativo, contínuos e investigadores. E, embora o problema tenha sido denunciado em 2002 pelo Partido Socialista, na oposição, ainda nada tenha sido feito para alterar a inconstitucionalidade.

Mas, o que mais é mais vergonhoso é que, no mesmo país em que se trata tão mal quem prestou serviços ao estado, haja ministros a receberem subsídio de alojamento.

Haja moralidade.

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