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"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

08.Nov.06

o orçamento

Vi e ouvi parte do debate sobre o Orçamento na Assembleia da República, através da TV . José Sócrates, Primeiro-Ministro continua a utilizar um discurso que é o da arrogância, o da prepotência, o do paternalismo de quem acha que, por ter maioria absoluta, pode ridicularizar as minorias.

Não fica bem ao Primeiro-Ministro de Portugal essa postura sobranceira, esses sorrisos de cumplicidade com os seus parceiro de governação. Convinha que o Primeiro-Ministro de Portugal não se excitasse, para utilizar uma palavra tantas vezes repetida por José Sócrates, com a sua própria argumentação.

Convinha, ao Primeiro-Ministro de Portugal, um pouco mais de humildade, um pouco mais de competência para ouvir os outros, um pouco mais de respeito pelos portugueses que o elegeram (e se sentem ludribiados ) e pelos que, não tendo votado nele, merecem igualmente ser respeitados.

Longe vai o tempo do "Primeiro as pessoas". Estamos no tempo do "Primeiro a poupança" à custa do elo mais fraco: a função pública, os professores, os trabalhadores, enquanto os bancos continuam a engordar com os seus lucros ultrajantes para quem, todos os dias, faz um esforço sobre-humano para lutar contra as agruras da vida.