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"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

05.Dez.06

pontos nos ii

Foi com pena que confirmei que a revista Pontos nos ii de Dezembro, cuja capa se pode ver abaixo,não estava hoje nas bancas .

 

 

Foto retirada daqui, com a devida vénia

Segundo a Texto Editores, não vai estar mais. As razões da Editora parecem ser económicas, mas Santana Castillo, director da revista não está de acordo.

Aqui ficam as razões de ambos:

1. Da Administração

“PONTOS NOS ii” CHEGOU AO FIM

É com mágoa que terminamos a publicação da revista “Pontos nos ii”.

Publicar uma revista na área da Educação, que servisse professores e público em geral, era um desejo da Texto Editores que, ao longo de 30 anos de actividade editorial, sempre teve com a Educação uma relação muito especial.

Sabíamos de antemão que o nosso principal problema poderia ser o equilíbrio económico-financeiro desta revista.

O tempo haveria de confirmar os nossos receios. Efectivamente, uma revista independente tem de viver do seu público e “Pontos nos ii” não conseguiu suficiente público para garantir a sua sobrevivência económica.

Agradecemos a colaboração dos que fizeram “Pontos nos ii” de forma competente e leal e do jornal “Público” que foi nosso parceiro desde o início.

Também a si, caro leitor, lhe agradecemos o apoio que deu a este projecto.

2. De Santana Castillo (pode ser lido aqui)

Em declarações à agência Lusa, Santana Castilho afirmou que a administração da Texto Editora pretendeu intervir nos conteúdos da revista Pontos nos ii, considerando esta atitude "lamentável e pidesca".

"Uma atitude censória da administração, que não tem noção de um jornalismo sério e da responsabilidade de informar com isenção", reforçou o responsável, que também lecciona no Ensino Superior.

O director do título acusou igualmente a administração da Texto Editores de ter eliminado "todos os registos informáticos" do próximo número da revista.

"Hoje de manhã, íamos introduzir as últimas modificações do próximo número [com capa de Dezembro] e verificámos que todos os registos informáticos tinham sido apagados dos computadores", explicou.

Santana Castilho afirmou que contactou a administração e a direcção de produção da editora para tentar esclarecer esta situação, mas, até agora, não teve qualquer resposta pelo que a equipa da revista desistiu de terminar o próximo número da publicação e apresentar a situação à Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

De acordo com o responsável, as divergências com a administração tiveram início antes da publicação da edição de Setembro, que continha, entre outros assuntos, um artigo sobre a política na área da Educação do actual Governo, uma reportagem sobre um dicionário da editora Verbo e um texto do professor universitário César das Neves sobre a actividade das editoras escolares.

Santana Castilho explicou à Lusa que um dos administradores da Texto Editores solicitou ver o número antes de ser enviado para a tipografia.

"Um pedido que recusei", afirmou o director, acrescentando que, alguns dias mais tarde, outro elemento da administração o criticou por ter uma "postura extremamente democrática" perante os jornalistas da revista e que estava "desgostado com o número".

"Nunca fomos uma newsletter da Texto Editores", reforçou Santana Castilho, salientando que sempre defendeu que "uma coisa era a propriedade da revista e outra coisa era a responsabilidade editorial".

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