Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

20.Dez.06

pê nê lê 1

PLANO NACIONAL DE LEITURA

Como adquirir os livros

"Os professores são unânimes em considerar que, para que o trabalho cumpra de facto o objectivo de promover a leitura, é necessário dispor de, pelo menos, um livro para cada dois alunos. Naturalmente, se cada aluno possuir um livro, melhor ainda."

 

"As escolas têm sabido assegurar a existência de livros suficientes, incentivando os alunos a adquirirem os livros com que vão trabalhar e recorrendo às obras existentes na Biblioteca Escolar." (na minha só há cerca de quatro obras das aconselhadas por cada ano)

  

"Alternativas sugeridas para a concretização dos programas do Plano Nacional de Leitura:

·         Reforçar gradualmente a Biblioteca Escolar e ir constituindo um fundo muito variado  de conjuntos de livros destinados à leitura orientada na sala de aula que possa servir as turmas mais diversas em anos sucessivos

·         Para constituir esse fundo documental, as escolas poderão recorrer a:

- verbas disponíveis no orçamento (que orçamento???)

- reforço de orçamento que será gradualmente atribuído pelo Ministério da

-  Educação, no âmbito do Plano Nacional de Leitura (quando e quanto?)

- financiamento da Câmara Municipal ou da Junta de Freguesia

- contributos de Mecenas ou Patrocinadores do Plano Nacional de Leitura

- financiamentos obtidos no quadro de candidatura a programas de apoio de diferentes instituições

- contributos de Patrocinadores angariados pela escola

- contributos da Associação de Pais ou de Famílias que queiram apoiar  o Plano Nacional de Leitura

- resultados (brindes e lucros) da organização de Feiras do Livros e de outras iniciativas da escola

·         Quando os professores considerarem oportuno, poderão sugerir aos alunos que metade da turma adquira os livros recomendados para um dos períodos lectivos, a outra metade os livros recomendados para outro período, assegurando a escola a aquisição dos livros para o período que resta (que poderá ser o 1.º período lectivo)."

 

É interessante constatar que as estratégias com que o Ministério da Educação conta levar avante o seu Plano Nacional de Leitura se baseiem fundamentalmente na aquisição pelos próprios alunos das obras sugeridas.  Se conseguirmos que os alunos adquiram as referidas obras, provavelmente não se justificará um plano para incentivar a leitura.

 

 

Outras sugestões práticas

 

·         "Quando a Biblioteca da Escola possuir conjuntos de obras que os vários professores queiram escolher para leitura orientada nas suas turmas, será indispensável organizar:

 - um calendário de circulação (por exemplo, uns professores de manhã, outros de tarde, alguns  professores no 1.º período, outros no 2.º período, etc.)

- uma  forma prática de assegurar a circulação e o transporte dos livros entre as salas (por exemplo, o cesto, a caixa, o carrinho, etc.)"

Chega a ser enternecedora a forma paternalista como a tutela trata os professores. Como é que nenhum de nós se tinha lembrado ainda destas modalidades de calendarizar e assegurar a circulação dos livros.

Já agora, não se esqueçam de quando mandarem os cestos, as caixas ou os carrinhos, mandarem também os livros. Sim, porque o plano foi lançado em Junho e já estamos em Dezembro, ou seja, o primeiro período lectivo já terminou.

O texto do Plano pode ser lido aqui. Os sublinhados são da minha responsabilidade.

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.