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"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

"à espera de godot"

"... é uma coisa que não é, mas faz de conta que é para ver como seria se fosse."

07.Mar.07

estultícia

Está aí o primeiro concurso a professor titular. Depois de muitos se terem insurgido contra a forma perfeitamente prepotente como o ministério dirigiu as "negociações" com os sindicatos, parece que tudo está conformado. (salvo honrosas execepções).

Mais uma vez, esta santíssima trindade ministerial urtilizou um esquema baixo para ludibriar a opinião pública e, mais grave, os fazedores de opinião pública. Como já tinha feito durante aquela espécie de negociação do "estatuto do ministério", a ministra e os seus acólitos recorre ao mesmo estratagema: colocar uma matéria à discussão que, de tão gravosa, sabe de antemão que vai tirar, para manter aquilo em que, verdadeiramente não está interessada em ceder.

Foi, então, com a avalição pelos encarregados de educação. É desta vez, com a questão da assiduidade. A penalização dos docentes pelo facto de terem, nos últimos sete anos, faltado legalmente é anticonstitucional. A ministra e os secretários sabem-no. Os sindicatos e os docentes protestam. O ministério faz crer que os docentes apenas estão preocupados com as faltas. Faz crer que faz concessões, retirando algumas faltas como a maternidade entre outras, mas continua a penalizar quem faltou por falecimento de familiar, por conta do período de férias e quem esteve comprovadamente doente.

Depois de muitos protestos lá concede um pontozinho por cada ano que o docente exerceu funções lectivas, e dois por quem desempenhou funções de director de turma, mas continua a privilegiar os cargos que não estão directamente ligados à função lectiva dos docentes, apesar de afirmarem pomposamente o contrário.

O que é certo é que os docentes, nomeadamente do 1º Ciclo, que estiveram em funções lectivas e não desempenharam qualquer daqueles "benditos cargos" dificilmente conseguirão atingir os 95 pontos necessários e obrigatórios para obterem a categoria de "titular".

Com "socialistas" destes não precisamos de "ditadura".